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Aquilo que António José Seguro não diz

05 de novembro

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JSD Regional de Viseu

A JSD Regional de Viseu saúda os novos órgãos nacionais da Juventude Socialista eleitos em Viseu no passado fim-de-semana, em sede de Congresso Nacional da estrutura. Deseja-lhe publicamente felicidades e votos de um mandato responsável e coerente na defesa dos interesses dos jovens portugueses.

Não pudemos, contudo, deixar de estar atentos ao discurso de encerramento do Secretário-Geral do Partido Socialista e àquilo que foi dito. Até, mesmo para nossa surpresa, acabamos por encontrar pontos convergentes. Senão vejamos: concordamos com o atual líder da oposição quando se refere às dificuldades que os portugueses atravessam; revemo-nos quando deseja um rumo de prosperidade para Portugal; repudiamos com a mesma veemência a taxa de desemprego jovem e ansiamos igualmente por um país justo, solidário e de oportunidade para todos, nomeadamente para os jovens. A JSD Regional de Viseu começou (mesmo) a ficar um pouco desconfortável com a concordância com o discurso, na identificação com o seu conteúdo.

Mas afinal, o que é que nos separa da retórica do partido socialista e da juventude socialista? É precisamente a demagogia, a falta de responsabilização e uma atitude pouco consertada com os problemas do país. Deixamos de convergir naquilo que António José Seguro não diz e não quer dizer.

Ouvimos do líder da oposição que foi “pelas mãos do Partido Socialista que Portugal entrou no projeto europeu”. Porém, Seguro não se lembrou de dizer que foi também pelas mãos do Partido Socialista que foi discutido e assinado um memorando com a Troika.

Assentimos com António José Seguro que Portugal tem há décadas um problema estrutural de crescimento económico. Lembramos o Sr. Deputado é que nas últimas décadas quem teve uma responsabilidade maior nos desígnios de Portugal foi precisamente o Partido Socialista.

Diz não ser cúmplice de um país low-cost. Não se importou, no entanto, de ser cúmplice de um país utópico, que viveu acima das suas possibilidades, endividando-se permanentemente e iludindo os portugueses com falsas garantias e promessas.

Quando fala hoje que o caminho não é a austeridade, esqueceu-se naturalmente do PEC I, do PEC II e do PEC III que impunham, pelas mãos do Partido Socialista, já grandes sacrifícios aos portugueses.

A taxa de desemprego jovem, nas palavras do líder da oposição, “é uma brutalidade”. Pois é! Mas onde estão os 150 000 empregos prometidos pelo Partido Socialista durante o seu governo?

Sente-se indignado pelo Primeiro-Ministro não pedir desculpa aos portugueses. Nós também nos sentimos indignados pelo Partido Socialista ainda não o ter feito. Não assumir a culpa que lhe assiste. Não ter responsabilidade e demonstrar mesmo pouca vergonha em relação às decisões tomadas no passado. Sentimo-nos igualmente indignados pela não responsabilização interna dos seus militantes (cabe no exemplo moral de patrocinarem um Congresso gratuito aos 600 militantes da JS). Por contraste, a JSD orgulha-se de promover a participação de uma forma autónoma, crítica, responsável e consciente.

 

Viseu, 5 de Novembro de 2012,

A Comissão Política Regional da JSD de Viseu

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